Energia, Entrega e o Fio Condutor da Dominação
- Mistress Bibi

- 3 de jul.
- 2 min de leitura

Há quem olhe de fora e pense que o universo da dominação e a massoterapia especialmente o Tantra são mundos opostos. Afinal, como a soberania do chicote pode se conectar com a sensibilidade do toque terapêutico? Para os céticos, pode parecer um paradoxo. Para mim, é pura sinergia.
A verdade é que tudo na vida, no fundo, é sobre a dança da dominação e da submissão. Essa dinâmica não pertence apenas ao quarto de fetiche; ela está presente no mundo "baunilha", nas relações do dia a dia. Repare bem: todo casal, por mais convencional que seja, flerta com esses papéis. Sempre há um lado que lidera mais, um que conduz e outro que escolhe ceder o controle naquele momento. A maioria das pessoas só não segue uma doutrina ou não dá nome a isso, mas a estrutura está lá.
Quando entramos no território do Tantra e da massoterapia, o que estamos manipulando, essencialmente, é a energia. E o que é a dominação se não a condução magistral da energia do outro?
Para que alguém consiga se entregar de verdade a uma massagem profunda, para que possa acessar seus canais de prazer, cura e expansão, essa pessoa precisa, primeiro, abrir mão do controle. Ela precisa confiar o próprio corpo e os próprios sentidos a quem está conduzindo a sessão. No momento em que eu, como terapeuta, assumo a responsabilidade de guiar essa experiência, eu estou exercendo uma forma sutil, respeitosa e extremamente poderosa de comando.
Eu sou o canal, a autoridade que dita o ritmo, a intensidade e a vibração. O cliente se submete à experiência para poder receber.
Seja através da imposição da minha vontade como Dominatrix, ou através do toque consciente e da ativação da energia vital no Tantra, o fio condutor é o mesmo: o domínio da mente sobre o corpo, a confiança cega e a arte de fazer o outro transbordar. No final das contas, o fetiche, o toque e a própria vida são feitos das mesmas conexões. E dominar cada uma delas é a minha maior especialidade.


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